
Criada originalmente como um aplicativo voltado à prática de conversação em coreano para estrangeiros, a startup adota simulações interativas para suprir a escassez de professores nativos. “A ideia surgiu ao notar que muitos estudantes na América do Sul queriam aprender o idioma, mas enfrentavam a falta de tutores locais”, afirma Jang. A ferramenta, lançada em 2020 com instruções em inglês, hoje engloba cursos de coreano, japonês, espanhol e francês. Português, italiano e chinês estão no cronograma de expansão.
Embora o Brasil registre aumento expressivo de interesse pela cultura coreana — impulsionado pela onda Hallyu —, a startup adota cautela em relação à monetização direta junto ao consumidor final (B2C). Segundo o executivo, o retorno financeiro imediato desse modelo muitas vezes não compensa os custos operacionais de manutenção de uma base massiva de usuários ativos.
Para contornar o entrave, a Teuida planeja entrar no mercado brasileiro por meio do modelo corporativo (B2B). A empresa desenvolve soluções voltadas a escolas brasileiras e profissionais que necessitam do idioma para negócios bilaterais. “Esperamos iniciar nossa expansão no Brasil por essa via”, diz Jang.
Desafios de inserção e pontes culturais
Jang aponta que barreiras burocráticas, dinâmicas de contratação e particularidades de negócios no Brasil representam desafios complexos para companhias asiáticas. Para viabilizar a entrada no país, a startup aposta na intermediação de redes de intercâmbio e de comunidades bilaterais.
“Compreender a cultura de negócios de um novo país é um processo complexo. Se comunidades e redes de apoio puderem intermediar esses contatos, será de imensa ajuda para as empresas coreanas se estabelecerem com segurança”, avalia o CEO.
Atualmente, a operação da Teuida concentra seus esforços no mercado norte-americano, mas mantém o Sudeste Asiático e o Brasil no radar de crescimento no longo prazo.
Para além do setor de tecnologia educacional (edtechs), Jang avalia que o Brasil se consolidou como um polo de atração de capital coreano em setores tradicionais e de transição tecnológica. “É um mercado atraente não apenas para o setor de aplicativos, mas também para investidores em áreas como agricultura, inteligência artificial e energia solar”, afirma.
Segundo ele, uma articulação mais estreita entre empresas sul-coreanas e a comunidade local no Brasil pode destravar rodadas de investimento conjunto envolvendo fundos de venture capital locais.






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