
O Presidente Lula visitou o primeiro-ministro da Índia Narendra Modi e o Presidente da Coreia do Sul Jae Myung Lee nos dias 21 e 23 e entregou o discurso sobre a importância da relação do Brasil com a Índia e Coreia do Sul como mineração, tecnologia, saúde, agronegócio e transição energética para os empresários indianos e coreanos durante o fórum empresarial Índia-Brasil e Coreia-Brasil organizado pela APEX.
O fórum empresarial Índia-Brasil e Coreia-Brasil também contou com a presença do Ministro da Fazenda Fernando Haddad e do Presidente da APEX, Jorge Viana, que trouxeram informações relevantes sobre o ambiente de negócios no Brasil e grandes oportunidades que o Brasil oferece para os empresários indianos e coreanos.
Durante a visita do presidente Lula ao presidente da Coreia Lee na Casa Azul em Seul, Coreia do Sul, foram assinados diversos acordos em finanças, agricultura, saúde, empreendedorismo, ciência e tecnologia, vigilância sanitária, segurança alimentar e medicamentos, audiovisual e fortalecimento da cooperação policial. O presidente Lula destacou a importância de retomar as negociações do acordo de livre comércio Mercosul-Coreia e a cooperação em terras raras, hidrogênio, aeroespacial e startups para contribuir com o desenvolvimento econômico dos países e melhorar a qualidade de vida das pessoas. O presidente Lee concordou em buscar melhores condições de vida para os povos do Brasil e da Coreia através das parcerias em inteligência artificial, baterias, pesquisas e desenvolvimento e segurança alimentar. Me chamou a atenção da liderança de ambos os Presidentes de buscarem a paz através do diálogo e cooperação.
Em Delhi, Índia, estive com os líderes da Câmara Indo-Brasileira e os integrantes da delegação composta por deputados, ministros, secretários de governo, empresários do Brasil para auxiliar nas discussões no âmbito da relação do Brasil com estes países. Participei dos encontros com os parlamentares, empresários indianos e também visitei as empresas líderes em turismo e participei ativamente dos encontros de networking com os empresários indianos que buscam fazer negócios com o Brasil no setor de energia, alimentos e bebidas e arquitetura, entre outros.
Minha participação na Coreia do Sul foi mais marcante por ser eu ser coreana. Desde 1995 quando eu me mudei para o Brasil aos 14 anos, eu via os dois países se aproximando cada vez mais através da entrada de produtos coreanos no Brasil como TV da Samsung, microondas da LG, carros da Hyundai, smartphones da Samsung. A Copa do Mundo de 2002 também contribuiu para que os brasileiros descobrissem mais sobre a Coreia do Sul. A última vez que o Presidente Lula visitou a Coreia para tratar de relação bilateral foi em 2005, ou seja, 21 anos atrás. Durante os últimos 20 anos em que eu atuei como intérprete, tradutora, advogada e empreendedora e integrante do jornal coreano Bom Dia News, eu vi uma onda crescente de aproximação cada vez maior entre os países. O Brasil começou a exportar cada vez mais café, soja, proteína animal, e as empresas coreanas também começaram a investir mais no Brasil implantando fábricas e contratando mão de obra. Ainda assim, eu ainda sentia uma carência muito grande da relação entre ambos os países. Como resultado, em 2016, eu fundei Brazil Korea Conference (BKC), uma iniciativa de organizar conferências com os especialistas do Brasil-Coreia para falar sobre as oportunidades de ambos os países e também falar da Ásia para os empresários brasileiros.
Como o presidente Lula mencionou, a troca entre Brasil-Coreia em 11 bilhões de dólares no ano passado representa uma troca muito pequena perto do potencial de que os países representam, e hoje a maior comunidade coreana da América Latina está no Brasil, sendo 50 mil pessoas. O número ainda pequeno de brasileiros na Coreia tende a aumentar também. Nos últimos 10 anos desde que fundei BKC, eu venho falando para os empresários que, de fato, essa troca de comércio exterior é muito pequena e que, para que ocorra o acordo de livre comércio entre Mercosul e Coreia, é preciso antes que tenha mais troca de comércio exterior e também mais troca de pessoas entre Brasil e Coreia para que ambos possam se conhecer melhor e buscar as oportunidades junto.
Ano passado, realizei BKC em Seul, Coreia do Sul para 120 empresários coreanos com a delegação de 20 especialistas que vieram do Brasil para compartilhar o conhecimento sobre o sistema tributário, acordos comerciais, trabalhista, mercado financeiro, importação e exportação, mineração, venture capital, agronegócio e infraestrutura e energia, entre outros. E fico honrada de ver a repercussão dessa iniciativa de 10 anos que culminou com a chegada do governo federal liderado pelo Presidente do Brasil à Coreia onde ele foi recebido com grande estilo pelo Presidente da Coreia e no fórum empresarial Coreia-Brasil na presença de empresários coreanos e brasileiros que querem fazer negócios.
Do lado pessoal, o Presidente Lula e o Presidente Lee trazem historias parecidas, onde ambos vieram de origem simples e promovem a democracia e acesso às oportunidades. Do lado dos países, o Brasil e a Coreia também apresentam semelhanças no sentido de terem superado a ditadura e buscado o desenvolvimento econômico através dos investimentos nas indústrias e abertura de mercados. O Brasil tem muito interesse em aprender com a Coreia que se desenvolveu de forma muito sólida e inovadora e busca estabelecer uma parceria estratégica com a Coreia pelos próximos anos.
Visualizo um alinhamento muito grande entre ambos os líderes do governo que hoje ocupa um papel fundamental no Ocidente e Oriente. Eu como advogada, empreendedora e agora responsável também pelo veículo de comunicação representativo da comunidade coreana que comemora 20 anos desde da sua fundação em 2016 e que noticia os principais acontecimentos que interessam para a comunidade coreana no Brasil, tenho orgulho de dizer que chegamos ao momento mais apto para buscar parcerias Brasil-Coreia em setores estratégicos como infraestrutura, energia, descarbonização, agronegócio, cosmético, aeroespecial, defesa, game, audiovisual, e tantos outros.
Desejo que, através desse grande protocolo do Presidente Lula, que possamos também receber o Presidente da Coreia para o Brasil o mais rápido possível e que os empresários de ambos os países possam ter êxito nas suas tratativas e que resultem em bons negócios de forma a contribuir com a alta da troca de 11 bilhões de dólares a um outro patamar.
Contribuição
Su Jung Ko, diretora do jornal coreano bom dia News
Advogada e empreendedora
Fundadora do Brazil Korea Conference – BKC
Sócia fundadora da Golden Hawk Consulting







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